A “Fome de Tempo” e o Silêncio do RH: Estamos Normalizando o Burnout?

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A “Fome de Tempo” e o Silêncio do RH: Estamos Normalizando o Burnout?

Ultimamente, em minhas visitas a diversos “amigos profissionais” — uma rotina comum para quem atua em vendas —, noto um padrão preocupante: pessoas sufocadas por demandas que extrapolam, em muito, a jornada contratada.

Recentemente, li um trecho de um artigo que resume bem esse cenário:

“Muitas evidências mostram que a ‘abundância de tempo’ está em níveis baixíssimos. Em uma pesquisa com 2,5 milhões de pessoas, descobrimos que 80% dos respondentes não tinham tempo para executar suas tarefas diárias. É uma ‘fome de tempo’ — um fracasso cultural coletivo em gerir nosso bem mais precioso.”

Em uma economia instável, o medo do desemprego nos empurra a aceitar o excesso no curto prazo, sem medirmos o impacto futuro. É aí que entra a “lei do provisório que vira definitivo”: quando a organização absorve a sobrecarga de um colaborador, dificilmente retrocede.

O resultado é uma bola de neve. Além do desgaste físico e mental, a qualidade das entregas despenca. O excesso de trabalho, ironicamente, gera desperdício de tempo.

Onde está o RH? Ao questionar um profissional sobrecarregado sobre o papel do RH, a resposta foi seca: “Aqui, eles só se preocupam em não pagar horas extras.”

Infelizmente, esse não é um caso isolado. Tenho sentido falta de uma atuação estratégica do RH voltada à qualidade de vida. Sempre acreditei que essa área deve ser a guardiã do equilíbrio entre os interesses da organização e o bem-estar das pessoas, indo muito além do controle de ponto.

Como gestor e empresário, minha meta sempre foi buscar o equilíbrio entre vida pessoal, trabalho e lazer para o time. Afinal, produtividade sem saúde é insustentável.

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