Empatia: a lição mais marcante do meu primeiro treinamento de vendas

Sempre ouvi que “pessoas compram de pessoas”. No entanto, foi no meu primeiro treinamento de vendas que entendi a profundidade dessa frase. Na época, eu iniciava no setor de software como suporte técnico e fui enviado para um treinamento de um mês na Califórnia. O curso era o Counselor Selling, da Wilson Learning Corp.

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Pressão sobre o vendedor, vamos manter ele fora da zona de conforto. Isso ainda dá resultado ou é falta de competência de quem administra assim?

O Ciclo Vicioso da Pressão: Por que a Gestão de Vendas Parou no Tempo?

As empresas investem fortunas em treinamentos cíclicos que, na prática, pouco alteram o ponteiro do desempenho. O motivo? No calor da meta, gestores ignoram a técnica e recorrem ao mecanismo mais rudimentar e ineficaz de todos: a pressão psicológica sobre o vendedor.

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Gestão de Vendas: Controlar ou Potencializar?

Qual é a verdadeira função de um gestor?

Muitos acreditam ser apenas controlar processos, mas o segredo do sucesso está em potencializar talentos. O desafio é extrair o melhor de cada colaborador, fazendo com que ele se sinta realizado ao ver seu potencial sendo plenamente utilizado.

Isso exige um equilíbrio fino entre o uso correto das ferramentas de controle e uma dedicação pessoal para impulsionar resultados.

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A “Fome de Tempo” e o Silêncio do RH: Estamos Normalizando o Burnout?

Burnout

A “Fome de Tempo” e o Silêncio do RH: Estamos Normalizando o Burnout?

Ultimamente, em minhas visitas a diversos “amigos profissionais” — uma rotina comum para quem atua em vendas —, noto um padrão preocupante: pessoas sufocadas por demandas que extrapolam, em muito, a jornada contratada.

Recentemente, li um trecho de um artigo que resume bem esse cenário:

“Muitas evidências mostram que a ‘abundância de tempo’ está em níveis baixíssimos. Em uma pesquisa com 2,5 milhões de pessoas, descobrimos que 80% dos respondentes não tinham tempo para executar suas tarefas diárias. É uma ‘fome de tempo’ — um fracasso cultural coletivo em gerir nosso bem mais precioso.”

Em uma economia instável, o medo do desemprego nos empurra a aceitar o excesso no curto prazo, sem medirmos o impacto futuro. É aí que entra a “lei do provisório que vira definitivo”: quando a organização absorve a sobrecarga de um colaborador, dificilmente retrocede.

O resultado é uma bola de neve. Além do desgaste físico e mental, a qualidade das entregas despenca. O excesso de trabalho, ironicamente, gera desperdício de tempo.

Onde está o RH? Ao questionar um profissional sobrecarregado sobre o papel do RH, a resposta foi seca: “Aqui, eles só se preocupam em não pagar horas extras.”

Infelizmente, esse não é um caso isolado. Tenho sentido falta de uma atuação estratégica do RH voltada à qualidade de vida. Sempre acreditei que essa área deve ser a guardiã do equilíbrio entre os interesses da organização e o bem-estar das pessoas, indo muito além do controle de ponto.

Como gestor e empresário, minha meta sempre foi buscar o equilíbrio entre vida pessoal, trabalho e lazer para o time. Afinal, produtividade sem saúde é insustentável.

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