Lições da PVM Informática
Ao longo da história, alguns times se tornaram inesquecíveis. A Seleção Brasileira de 1970, o memorável time de 1982 — que marcou época mesmo sem o título — ou a primeira equipe de vôlei a conquistar uma medalha olímpica. No meu arquivo pessoal de memórias, guardo com o mesmo carinho o nosso time: a PVM Informática.
Fazer parte desse grupo foi um privilégio. Não se tratava apenas de competência técnica, mas de algo fundamental: comprometimento. O reconhecimento desse valor reflete-se hoje no sucesso que cada um daqueles profissionais alcançou no mercado. Naquela época, o nosso desafio era audacioso: introduzir no Brasil a software house norte-americana GOAL SYSTEMS, liderando as vendas e provendo todo o suporte técnico necessário.
Quando encerramos as atividades da PVM, em 1992, criamos uma camiseta comemorativa — um símbolo que guardo até hoje. Ela celebrava o que chamávamos de “Best Team”, um título ratificado não só pela satisfação absoluta dos nossos clientes e pelo reconhecimento de qualidade da própria Goal, mas também pelo respeito que conquistamos junto aos nossos concorrentes. Tínhamos algo raro: um espírito de equipe pulsante, onde a coesão nunca anulou a individualidade de ninguém.
Para que a excelência florescesse, coube a mim e aos meus sócios, Gerson Gonçalves e Alfredo Pinheiro, a missão de proporcionar a infraestrutura e a tranquilidade necessárias. Entendíamos que, para a nossa “linha de frente” trabalhar com foco, havia um grupo incansável de “formiguinhas” cuidando de tudo. Todos, sem exceção, compreendiam que cada tarefa fazia parte do processo de venda e que o sucesso coletivo dependia da dedicação individual.
O que aprendemos, na prática, é que o resultado é uma consequência natural quando se trabalha com um time engajado e focado nas necessidades do cliente. Quanto menos interferíamos na rotina dos vendedores e técnicos — mantendo os controles em níveis apenas essenciais —, mais eles se concentravam no que importava. Isso os tornava cada vez mais envolvidos com a nossa missão e com o sucesso da empresa.
Além do aspecto profissional, havia o humano. Mesmo sendo uma empresa pequena, sempre buscamos olhar para o indivíduo. E isso ia muito além de planos de saúde ou benefícios materiais, tratava-se de presença e empatia. Aprendemos a importância de estar ao lado das pessoas quando elas realmente precisavam.
Outro ponto crucial foi o respeito pelas características únicas de cada colaborador e o entendimento de que um gestor não vive apenas nos bastidores. Tínhamos que estar em campo, apoiando, atuando quando necessário e aprendendo tanto quanto ensinando. Eles me ensinaram, e muito, sobre o verdadeiro significado de ser um time.
The Best Team:
Alessandra
Alfredo (Pinheiro)
Andréia
Ary (Lemos)
Celso (Gimemnez)
Daniel I
Daniel II
Gerson (Gonçalves)
Horacio (Rolin)
José Fernando (Peixe)
Marcelo
Marco Antonio (Vidal)
Margarete
Mirian
Neide (Mota)
Nizete (Tia)
Rogerio (Guedes – Bacana)
Ronaldo (Lungui)
Rosano (Moraes)


