A necessidade de valorizar as pessoas em detrimento dos processos.

Sempre dei mais valor às pessoas com quem trabalho do que aos processos, afinal, são elas que fazem a real diferença.

No entanto, confesso que vinha me sentindo sozinho nessa visão. Isso mudou quando assisti ao programa Mundo S/A, que reuniu duas grandes empresárias: Chieko Aoki (presidente da rede de hotéis Blue Tree) e Luiza Helena Trajano (presidente do Magazine Luiza).

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Executivo e ser pai, em especial, de uma menina

eu minha filha e neta

Quando somos profissionais agressivos temos algumas dificuldades com a família, ultimamente tenho participado de palestras sobre startups, por exemplo, e ouvi muito que se tem que trabalhar 12, 15 e mais horas por dia, acho até mais clichê que realidade, mais para se autovalorizar, mas é só minha opinião.

Fora isso, nos meus contatos de trabalho, tenho observado empresas que apelidei de “máquina de fazer loucos” pois exigem dos seus funcionários uma dedicação que não permite uma vida familiar sadia.

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Intermediação e os “intermediários”, onde a ética é fundamental

O Papel da Ética e da Transparência na Intermediação de Negócios

Trabalhar intermediando negócios exige, acima de tudo, uma postura ética inabalável. Afinal, lidamos diretamente com as expectativas de pessoas e empresas que nos contratam porque acreditam no nosso potencial e na nossa integridade.

Em tempos onde a colaboração é a chave para viabilizar oportunidades, conectar pontas deveria ser um processo fluido. No entanto, parece que alguns “intermediários” ainda não entenderam o real valor da ética profissional.

O que é, de fato, a intermediação de negócios?

A intermediação é um modelo de operação comercial no qual empresas interessadas em comprar ou vender bens e serviços contratam um profissional que possui trânsito e bons contatos com potenciais clientes ou fornecedores.

O principal papel do intermediador é abrir portas através do seu relacionamento.

Ao atuar como um aliado poderoso da área comercial, ele permite que a equipe interna da empresa foque no aspecto técnico e na negociação propriamente dita. É um modelo altamente vantajoso para ambos os lados — profissionais e empresas — desde que feito com seriedade.

Colaboração vs. Oportunismo: Separando “os homens dos meninos”

Quando buscamos atender às necessidades de um cliente, nem sempre temos o contato direto necessário de imediato. É nessa hora que acionamos nossa rede de colaboração (os chamados finders). E é exatamente aí que começa o desafio de separar os profissionais dos amadores.

Particularmente, adotamos uma regra de ouro: nunca iniciamos um trabalho sem uma autorização formal de quem nos procurou — seja para comprar, vender ou suprir qualquer outra demanda.

  • A polêmica do “mandato”: Embora o termo jurídico correto seja “mandato”, evitamos usá-lo no dia a dia. Infelizmente, a palavra acabou desgastada pela falta de ética daqueles que a utilizam de forma leviana.

  • A armadilha dos atravessadores: Muitos intermediários sem ética — ou “atravessadores”, como bem define um amigo — iniciam o processo afirmando que têm o que procuramos apenas para obter documentos. Só depois disso é que saem correndo atrás do real fornecedor ou comprador.

A confiança é a base do sucesso

O sucesso de qualquer negociação só se consolida quando as partes finais se conhecem e estabelecem uma relação de confiança mútua. Tentar esconder o cliente final é o primeiro passo para o fracasso de um negócio.

Infelizmente, nem sempre podemos escolher a dedo os intermediários que nos são apresentados. Muitos deles não são profissionais, mas apenas oportunistas. Ainda assim, no meio dessa informalidade, existem pessoas boas e genuínas que merecem uma oportunidade.

Por isso, saber ler com quem estamos lidando e avaliar o cenário é uma habilidade vital. Essa análise prévia pode ser a diferença entre fechar um excelente acordo ou queimar a nossa própria reputação no mercado.

Finder, Intermediador ou Atravessador: Quem é você?

Para atuar nessa área, é fundamental definir claramente o seu papel dentro do contexto:

Perfil Atuação no Negócio
Finder (Localizador) Tem os contatos certos e simplesmente apresenta as partes, encerrando sua participação ali.
Intermediador Conecta as partes e trabalha ativamente durante todo o processo para viabilizar o acordo.
Atravessador Age de forma oportunista e, no geral, acaba atrapalhando negociações que tinham tudo para dar certo.

Conclusão

Se você deseja atuar na intermediação de negócios — seja de forma pontual ou como profissão —, tenha sempre em mente: nunca opere sem uma autorização formal e comprovada.

Demonstrar essa formalidade logo no primeiro contato é o que comprova a sua seriedade, protege a sua reputação e sela o compromisso entre você e quem confiou no seu trabalho.